Pintura desenvolvida na Biblioteca do CEU Água Azul – Cid. Tiradentes.

No mês de agosto fui convidado a realizar um trabalho autoral na Biblioteca do CEU Água Azul, localizado na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.

Durante 4 dias realizei a pintura interna da biblioteca onde hoje a circulação e a utilização do espaço ganhou novas ações após a pintura do espaço.

Agradeço imensamente aos Gestores do CEU Água Azul Angélica e Willian pelo convite, confiança em meu trabalho e pela liberdade de ter criado esses desenhos neste local.

Pintura internas e exclusivas só entrar em contato.

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En-caminha-ndo através das cores.

Pintar é sempre libertador, na verdade é um conjunto de várias emoções e situações ligadas em um ato onde a tinta entra em contato com a parede – seja ela uma superfície lisa ou não – e deixa imagens e mensagens para que as mentes possam viajar e tirar suas próprias conclusões.

Nesse dia não haveria de ser diferente. A não ser de ter tido a oportunidade de pintar numa colab com o mestre dos gurus Vini Meio. A ideia foi surgindo aos poucos, e a intenção mesmo era de: pintar e ser feliz. Cada dia que passo acredito mais nessa definição: ser feliz por minutos para carregar essa felicidade a todo momento quando não estiver pintando por ai.

Cheio de significados, ideias, intenções que possamos ter, o que vale mesmo é quando as pessoas, moradores ao redor dos locais onde pintamos conseguem ver que o que esta ali agora também pertence a eles e a elas. E o mais interessante é ouvir das pessoas suas interpretações, elogios e críticas sobre o que produzimos, e isso é gratificante demais.

Agradeço imensamente ao amigo Meio pela interação desta mural, pelo que ele fez após eu ter feito minha parte bem humilde – pois o requinte do brilho e do volume nas peças abstratas foram feitas e criadas pelo mestre dos gurus.

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Entre o Céu e a Terra há mais coisas do que podemos imaginar.

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Detalhes de um universo que não é paralelo.

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Detalhes.

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MEIO E xCHEX. Vila Silvia-SP. 2018.

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Dias de surpresas e alegria ao mesmo tempo.

Sabe aquelas dias que parece que tudo vai dar errado? Então, eles também acontecem quase sempre com a galera que faz graffiti, com artistas plásticos e com pessoas comuns, porém nesse dia foi extremamente atípico.

Eu e mais alguns amigos marcamos de nos encontrar para pintar em um muro grande no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo. Vale ressaltar que nesse muro já continham trabalhos de alguns amigos: Felipe Bit, Karine Guerra e Fio Monteiro.

Ao chegar no muro fomos questionados uma moradora sobre quem havia autorizado nossa ação naquele espaço. Depois de algumas discussões e tal resolvemos não perder tempo e fomos pintar em outro local. A sugestão feita do Meio foi de irmos pintar na Comunidade do Viaduto da Bresser, que fica ao lado do muro da CPTM e do Metrô. Então nós fomos.

Ao chegar no espaço fomos recebidos por moradoras e moradores da comunidade com muito carinho e respeito. A maioria queria que sua casa (construída a maioria de madeira, pedaços de telhas e portas de armários) fosse pintada e algumas restauradas por nós. Infelizmente não tínhamos muito material para pintar tudo, mas as que receberam as intervenções deixou a comunidade mais alegre e visível também.

Agradecimento a todas as pessoas que moram ali e, mesmo nas condições complicadas – as vezes – de se morar na rua, a maioria da galera tenta fazer de sua casa a melhor casa para receber visitas de pessoas queridas.

E assim vamos seguindo.

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Apenas interpretações de uma situação política em colapso.

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A fuga em busca de paz.

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Cenário elaborado para existência humana e não humana.

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“Onde moradia tem que ser um direito”.

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DEDOTH. CALIXTO. MEIO. PEGGE. FELIPE BIT. xCHEx. PHIX. Viaduto Bresser – SP. 2018.

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Por mais espaços educacionais com Graffiti e Arte Urbana.

No final do mês de julho recebi um convite para interagir no muro da EMEF Fernando Sabino, localizado no bairro da Vila Silvia na zona leste de São Paulo.

O convite veio da amiga Gabriela Manfredini e não faltar nesse role. Além da escola ser praticamente no quintal da minha casa, pude compartilhar lá meu trabalho com uma galera firmeza demais na missão.

Grato a Gabriela e a hermana Luciana Arantes (que foi a organizadora desse evento entre novas amizades e velhas também).

Por mais dias assim hoje e sempre em nossa caminhada.

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Painel classe. DEDOTH. xCHEx. MEIO.

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Com a turminha legal parte 1.

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Com a turminha legal parte 2.

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Ir além com minhas ideias abstracionais.

No mês de julho de 2018 recebi o convite do amigo Filite para pintar na EMEF Anália Franco Bastos, localizada no bairro do Belenzinho-SP zona leste da cidade de São Paulo.

A proposta de pintar a escola foi totalmente livre, cabendo a cada convidado e convidada elaborar seu trabalho de maneira autoral e que dialogasse – minimamente – com o universo lúdico das crianças.

Por ser uma escola que trabalha com ensino fundamental I e II nossa interatividade nas paredes da escola foi de total liberdade.

Agradeço imensamente o convite feito pelo amigo Filite e a todos e todas que compareceram na escola para deixar nos muros seus trabalhos e mensagens através da arte de rua.

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xCHEx. ROTE. FILITE.

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Trabalho finalizado.

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FILITE E xCHEx

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Arte em ConstruAção

Contextualizar fatos e momentos são atitudes importantes para mantermos nossa memória antenada e ligada. De fato, mudanças tem acontecido na sociedade atual (vale lembrar que estamos em 2017), provocando transformações sociais, políticas, econômicas, ambientais; potencializando alguns pensamentos extremados de todos os lados.

Em 2017, comemoramos o aniversário de 30 anos de Graffiti no Brasil. Seria uma data interessante para algumas pessoas, principalmente pra quem se idnetifica com esta intervenção urbana. No ano de 1987 falecia o artista gráfico Alex Vallauri, conhecido como um dos precursores da arte do Stencil no Brasil. Contudo, algumas pessoas consideram esta data um marco para as intervenções urbanas que surgiram em meados dos anos 70 e 80, onde o país começava a sair – indiretamente – do período político da Ditadura Militar (1964-1988).

No meio de tantas questões pautas nas e pelas ruas das grandes metropolis, tais como: greves, manifestações culturais, artísticas, étnicas, afirmativas, religiosas, sexuais e etc, onde graffitis são apagados, volta e meia temos a discussão sobre o pertencimento dos espaços públicos, a quem esses espaços pertencem e quais as relações esses espaços criam com a cidade. Para que tenhamos um mapa com indicativos destas suposições, se torna essencial um olhar sobre a realidade que estamos vivendo.

De fato, estamos num momento de tensão, e qualquer fagulha em terra com pólvora pode acontecer uma gigantesca explosão, ainda mais quando tratamos de fatos decorrentes da nossa realidade, dentre elas a questão da pixação e do graffiti.

Contudo, acredito que tenhamos que ter mais visões sobre este assunto.  Talvez outras aberturas de diálogos e discussões para que as observações sejam múltiplas, sendo assim diversificadas e diversas. Não podemos ignorar o que já foi feito, mas é importante termos outros e novos olhares para algo que esta próximo de nós.

O cinza não irá apagar nossas histórias, momentos e aventuras. Estes contos estão além de selfies, de vídeos e fotos super produzidas. Merecemos ser respeitadxs mas não queremos, apenas, ser admiradxs como aventureirxs e amantes pelo que fazemos. Cada qual tem sua intenção e motivo para agir, não podemos colocar todas as pessoas numa mesma definição e dizimar todo um “bando” disso ou daquilo. Afinal de contas, aquilo que nos defini esta muito além de tinta “jogada” ou de ideias pixadas nos muros da cidade, somos além disso, temos outras prioridade e somos extremamente plurais e essas vozes precisam ser escutadas, registradas e publicadas para além do meio acadêmico e pictórico, e isso vamos fazer, na verdade isso já esta sendo feito a muito tempo.

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Ampliar os horizontes.

Mês de Março. Mês de Luta e de Memória.

Como historiador de formação, falar de memória é algo tão importante quanto a escrita. Memória são lembranças registradas em nossa caixa craniana, e que apresentam narrativas diversas de um mesmo fato, de um mesmo acontecimento para as pessoas.

A história falada tem uma grande importância nas culturas do continente africano. A Cultura Griot, cultuada no berço da civilização humana, tem a intenção de manter viva as histórias, contos e fatos históricos – que não foram retratados pelo homem branco – através da voz e da escuta. Ao usar a memória como registro podemos mostrar nossa visão sobre os acontecimentos e as situações que impulsionam todos nós para dar sentido a vida.

Em 2017 estamos vivendo, ou tentando sobreviver, em um estado totalmente desorientado e sem direção, sem rumo para seus cidadãos. A ausência de posturas capacita a alternância das situações e até mesmo o campo em que atuamos. A luta não era fácil, e agora ela tem se tornado algo estranhamente difícil de se identificar e, principalmente a quem combater. Por tudo isso, e tantas outras narrativas – como esta que voz escreve – tenho por apresentar não propostas para problemas conjunturais ou fictícios, mas pretendo descrever o que venho fazendo para, minimizar ao máximo, alguns danos que estão vir, e acredito que ele está logo ali em nossa frente.

Sobre memórias e histórias, vamos manobrando nossos corpos e ajustando alguns sentidos que acreditamos ser bons para nós, para possibilitar contatos e encontros com um universo – terra – mais humana e mais simpática. E é duro perceber que tudo isso pode, infelizmente deixar de existir, e a existência é a única certeza de que as coisas aconteceram – independente das interpretações, mas é ai que entramos com uma carta surpresa pois, para narrar tais fatos e acontecimentos advindos do lado de cá, precisaremos estar cientes de que nossas falas e escritas estarão em algum ponto deste planeta, como registro, como fontes para pesquisas futuras. Quem sabe né, quem sabe.

Neste mês pude observar o quanto a arte urbana, as intervenções nas ruas com lambs, graffitis, murais, pixações, tags de giz e até de folha de mamona, as expressões dos corpos, os movimentos das pessoas, os passos mais largos e outros mais perdidos, os rostos, as faces, as imagens impostas e uniformes do cotidiano, a ida do transporte coletivo para seus destinos mil, os poucos pássaros que aqui ainda re-existem para viver, o quanto tudo isso esta extremamente ligada em minhas produções, nas minhas peripécias de um adulto sem tanta formação assim, mas que sonha por um mundo melhor.

Graças a tudo isso que, consegui conhecer alguns lugares por conta da arte de rua, além de cidades maravilhosas, conheci diversas pessoas ligadas a este meio e tantas outras que nem tinham noção do que era graffiti, pixo, spray e etc. E sim, a vida é um grande aprendizado.

Aprender nunca será tarde. Conhecer nunca será o bastante. Saber de tudo não será o motor para continuar vivendo. Quero apenas estar presente nos lugares para observar o que há de simplicidade e sabedoria de cada lugar, de cada pessoa, de cada pulsar, de cada vida que ali esteve.

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xCHEx. SMUP. FELIPE URSO. CORRÓ. São Paulo – 2017.

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