História da Arte – Idade Média: Um período cheio de influências e reflexões. #05

Idade Médias em sua tríade temporalidade.
Arte Bizantina, Arte Românica e Arte Gótica.

Um dos períodos mais importantes, e talvez mais impactantes em toda esfera terrestre, se trata do período da Idade Média; tanto pela sua duração no tempo (séc. V – XIV), quanto pela diversidade de acontecimentos que deixaram marcar na história da humanidade.

Podemos dizer que, o período pós Jesus Cristo, momento em que sua existência – enquanto ser humano – foi pouco mencionada nas escrituras sagradas cristãs – provocou diversas mudanças políticas, sociais, culturais e artísticas. Fato é, que a Igreja começou a se fortalecer enquanto instituição tornando-se uma potência por toda a Europa, e posteriormente nas terras Ameríndias e Pré-Colombianas (América do Norte e América Latina na atualidade).

Muitas coisas foram criadas no campo das artes, onde podemos sintetizar este momento como um Período Reflexivo (sobre a existência do homem no centro do mundo, assim como da influência religiosa na vida social e comunitária das comunidades), a Construção de Monumentos Arquitetônicos (grandes construções: basílicas religiosas que serviam como locais de labor das entidades religiosas, assim como grandes centros de estudos), Grandes Ideologias (grandes bibliotecas, surgimento de diversos pensadores), Batalhas entre os povos (Cruzadas, por exemplo), as Definições Geopolíticas dos territórios europeus, das diversidade das línguas onde deram início a formação dos estados europeus.

Além destas informações, é importante destacar o quão extenso foi esse período histórico e quais ações foram realizadas.

Para entendermos como se caracterizava a Idade Média, ela foi subdividida em três grandes momentos: o Bizantino (séc. V-XV), o Românico (séc. X-XII) e o Gótico (XII-XIV). Cada período acarreta uma série de acontecimentos artísticos que influenciam até os dias de hoje, no mundo inteiro.

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Imagem da Igreja de Santa Sofia de Istambul – Turquia.

No período bizantino, a Igreja Católica exerceu uma grande e valiosa contribuição (para si mesma e depois para a humanidade) na criação dos mosaicos (desenhos feitos de cacos de cerâmicas coloridas e outros utensílios) nos interiores das Igrejas. Vale ressaltar que as igrejas eram simples por fora (externo) e extremamente bem enfeitadas por dentro (interno pois simboliza a morada de Deus, local de veneração e extremo respeito e riqueza).

A aproximação da arte dos mosaicos ocorreu,  devido ao contato com os povos do oriente – grandes especialistas nas artes em mosaicos e grandes decoradores de interiores (algo já mencionado nas postagens anteriores). Além dos mosaicos, no período bizantino a construção das cúpulas flutuantes (arquitetura das igrejas) foram criadas sem estrutura tecnológica moderna, o que a tornou uma arquitetura única e expressamente ligada as ideias teológicas e aos avanços da engenharia da época. A basílica de Santa Sofia localizada na cidade de Istambul – Turquia, é considerada o berço da arte bizantina.

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Imagem dos Mosaicos Bizantinos.

O Período Românico se estendeu do séc. X – XII, segundo alguns historiadores. Foi um curto período em escala de tempo, mas de grande produção artística e cultural. Foi um momento em que as construções religiosas receberam novas influências em suas estruturas arquitetônicas, e uma delas foi a criação da Cruz Romana nas basílicas e os telhados das igrejas, símbolo este muito forte para reforçar o poder do Império Romano e da Imponência da Igreja Católica.

Assim como as igrejas, os Arcos foram feitos em grande escala nesse período, para demonstrar ainda mais o poder religioso e a engenharia da segurança para futuros combates.

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Abadia de Sainte-Foy de Conques – França.

Foi um período intenso de peregrinações na Europa, pois milhares de cristãos acreditavam que conseguiriam alcançar alguns milagres ou pagar penitências de seus pegados perseguindo os caminhos onde alguns mártires fizeram de uma cidade a outra.

Um dos serviços realizados pelos religiosos, foram de proteger milhares de documentos antigos, os mesmos entraram no processo de manutenção periódica. Após os conflitos nas Cruzadas, os milhares de ataques as bibliotecas e os saques que aconteceram, fez com que os monges beneditinos se entregassem a proteção master aos documentos religiosos. Uma indicação para este período, advindo do cinema é o filme: Em Nome da Rosa, que apresenta um crime cometido no convento, onde se apresentam alguns diálogos e fatos decorrentes deste período.

Mediante à tantas manifestações artísticas, podemos ver o quanto a Idade Média possui uma riqueza no campo cultural; e também de muita exploração e extermínio das culturas que não pertenciam ao grande pacote de ideias e pensamentos religiosos. Tais ações tiveram consequências, e fez com que se perpetuassem no mundo sua importância de dominação, tornando-se referência para outras partes do mundo e esquecendo do extermínio das diversas artes que foram produtos de outros povos não cristãos.

Ao chegarmos no último período da Idade Média temos a noção que tudo foi para os ares, e foi mesmo. A Igreja perdeu seu poder com o afastamento das ideias políticas, donde surgiram as primeiras Nações Europeias, fazendo com que toda sua magnitude e reverência se tornasse mais importantes entre a própria instituição (arte para si) do que para o mundo. Não é a toa que muitos monumentos que sobreviveram desta época, se tornaram pontos turísticos, pois suas influências em diversas construções; não só de igrejas mas também de grandes museus, universidades, onde as arquiteturas se preservaram com o tempo e continuam firmes nos dias atuais.

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A Arte Gótica perpetuou-se do séc. XII-XIV. Grande influência da verticalidade e da espiritualidade onde: tudo se conecta ao céus. Momento da construção das Catedrais (centros importantes da igreja católica) e das primeiras universidades religiosas (apenas pessoas da alta classe social estudavam nas universidades). A maioria das catedrais deste período se encontram na França, Itália e parte da Espanha. Nesse momento, a arquitetura passou por grandes mudanças, acompanhando também as renovações decorrentes da estrutura religiosa.

Catedral de Chartres – França.

As igrejas passaram a ser mais altas e ponte agudas, dando a impressão de uma ligação com o plano acima de nós: terra e céu. As luzes não se faziam presentes dentro das igrejas, mas a criação dos vitrais extremamente detalhados e volumosos, que representavam a grandeza, o poder, a espiritualidade foram meticulosamente construídas com os melhores materiais, fazendo com que as formas e expressões dos desenhos e das imagens religiosas, recebessem muita admiração e respeito.

Aparentemente entendido como um período tenebroso, foi assim encarada por causa da queda do poder da Igreja Católica com o surgimento do Protestantismo e de tantas outras religiões advindas do cristianismo.

Catedral de Notre Dame - França.

Catedral de Notre Dame – França.

Com a baixa potencialidade na sociedade, por diversos motivos: corrupção, irregularidade na doutrinação, envolvimento com a política e com extermínio de outros povos, fez com que as ideologias de contestação – que assim surgiram após a insatisfação do comportamento – criassem outras formas de se relacionarem com Deus e com a fé.

O indivíduo se tornou independente, podendo ler a Bíblia e ter suas próprias conclusões.

A Idade Média Baixa se encaixa nesse período, assim foi com as produções artísticas. Mais preocupados com a grandeza de seus monumentos – para impressionar o poder do Deus da Igreja Católica diferente do pensamento Protestante que visava o indivíduo, a sua salvação e o estudo como forma de dependência e de esperteza com as regras impostas pela religião matriz do cristianismo.

Vitrais da Catedral de Chartres - França.

Rosácea da Catedral de Chatres – França.

A Catedral Metropolitana de São Paulo, mais conhecida como a Igreja da Sé, tem um modelo considera de Neo Gótica. Possui traços do gótico como os vitrais, mas também tem traços da arte românica, cúpula e abóbodas e traz muita referência da arte romana: algumas esculturas na parte interna e externa da catedral. ela foi terminada em meados dos anos 50 e é considerada uma obra com diversas influências artísticas.

Catedral da Sé - São Paulo. Brasil.

Catedral da Sé – São Paulo. Brasil.

Sites:
www.mappinggothic.org
www.cathedrale-chartres.org

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História da Arte – Roma: Grande Império nas áreas Humanas e Artísticas . #04

“Deixar o tempo te acompanhar…” e os estudos e os diversos conhecimentos sempre aprimorarem.
Sobre uma Roma nada convencional.

Retomando as escritas – teóricas e pessoais – sobre o mundo da História da Arte, nos deparamos com um período, cuja diversas referências e posturas atuais remontam ao que chamamos de Roma Antiga. Muito mais do que um local, era considerado como o Grande Império, que foram divididos em 3 períodos: Monarquia – (753 a.C. a 509 a.C.) – Fundação de Roma; República (509 a.C. a 27 a.C.) – Guerras Púnicas; Roma controla o Mediterrâneo e Império Romano (27 a.C. a 476 d.C.) – Queda de Roma com a invasão dos bárbaros em 476 d.C. Estes dados são tão importantes assim, visto tantas referências a respeito de cada período nos livros didáticos de História. Porém, não tem como não apresentar tais períodos no campo das artes e não remeter algumas ideias de tais períodos.

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Mapa de Roma na época de Agusto

Vale ressaltar que as civilizações humanas se desenvolveram – e buscaram diversas formas de se manterem vivas durante suas épocas – através do contato com outras civilizações ou grupos organizados de pequenas comunidades. Estas informações recebem respaldo positivo quando analisamos as manifestações artísticas, assim como de pensamentos que acabaram se aproximando das grandes referências para a História Humana na atualidade. No mais, temos que observar todo esse repertório ai apresentado com olhos de gavião, e ir buscando mais referências em outras linguagens, não só nas posições historiográficas como nas  formas artísticas, nos pensamentos políticos, na econômicas e nas diversidades culturais.

Apresentar o período de Roma no campo das artes, é buscar uma retomada – extremamente política e representativa – do que fora o período clássico dos gregos. Civilização esta que deixou muitas coisas para os romanos, outras foram mudadas e alteradas para as formas que se adequassem ao novo império no ocidente.

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Imagem do Coliseu – construído em meados dos anos 70 a 90 d.C.

Em cada época desta nova noção civilizatória (visão eurocêntrica), as artes acompanharam a efervescência social de cada local. Ao mesmo tempo que possuímos diversos resquícios desta época, falar de Roma é falar de nós mesmos. Muitas coisas foram elaboradas no período romano, dentre elas podemos citar  a Jurisprudência (estudo das regras, leis e combinados em uma organização social), a Justiça (como regra para coordenar as decisões punitivas em uma sociedade, acatar afazeres e condenar as pessoas que inflijam as leis), Liberdade e Sociedade – estas últimas dispensa comentários e definições. Como dito, estas são algumas das medidas que foram elaboradas com os romanos.

Diferente dos gregos – que adoravam e amavam seus Deuses – os romanos tinham uma grande admiração pela figura feminina. A elegância – dentro dos padrões estabelecidos pelos romanos – das mulheres eram representadas na produção artística. Tal mensagem não quer dizer um respeito e a garantia de espaços na vida pública em Roma. Mas a admiração – por assim dizer – era representada de maneira evidente e com muita perfeição.

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Pantheon – Casa dos Deuses. Espaço que remonta a ligação do céu com a terra.

Dentre as diversas informações que possuímos desta época, talvez uma mais inusitada – que eu não conhecia – era sobre a função que as Basílicas das Igrejas, antes chamadas de Mercado, tinham como intenção a troca de mercadorias entre agricultores, donos de terras e os pagãos. Somente no período Medieval, é que as Basílicas ganharam outro significado para a Religião Católica, tornando-as grandes templos (Igrejas) que representavam o poder de determinadas localidade.

Os romanos eram grandes construtivistas – pensando este termo aqui como construtores massivos de grandes monumentos, dentre eles: aquedutos, ruas, avenidas, castelos, fortalezas reais e muitas esculturas para homenagear grandes personalidades de Roma. Tais construções tinham como objetivo, servir de poder e também de defesa de outras civilizações, dentre eles os Bárbaros, Normandos, Vikings…

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Augusto da Prima Porta, mármore, sec I d.C., 2,03m, Museus do Vaticano, Roma, Itália.

Além de terem sido importantes para o avanços de grandes construções os romanos foram os precursores de aprimoramento da utilização de vidros produzidos com tinta (pintura). Não podemos afirmar que eram vitrais como os encontrados em diversas basílicas e catedrais da Europa, porém esta manifestação foi nítida em alguns locais do Império Romano. Império esse que dominou diversos continentes, norte da África, parte do Oriente Médio e o Leste Europeu.

Dentro deste contexto apresentado, perguntas e respostas sobre: como tais manifestações contagiaram o restante do mundo e puderam influenciar – e continuam influenciando até hoje – na cultura de outros povos, não serão apresentadas ou reveladas aqui. Como dito, vale um olhar muito mais atento a todas essas, e outras informações, que podemos ter acesso e investigar tamanha complexidade foi esse período. Período esse que teve a presença da figura de Jesus, que depois se tornou Cristo, e que mudou completamente a noção de tempo: a.C. e d.C. assim como os comportamentos e o tratamento político estabelecido, por diversos séculos do domínio romano. Suas obras – algumas ainda existentes – merecem ser respeitadas e também questionadas. Afinal de contas, tudo o que somos é derivado de acontecimentos passados, as vezes pioramos em alguns comportamentos e atitudes, em outras nos surpreendemos com o que podemos criar e fazer, e mesmo assim fica a cargo e compromisso de cada um/a se debruçar em pesquisas e buscar, sempre questionar aquilo que jamais fomos intrigados e movidos a fazer. Quem sabe assim, tais pensamentos pós-contemporâneos sobre o mundo e nossas ações mudem conforme as necessidades do momento, do agora, do real.

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Referência: Civilizações Perdidas – Roma.

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História da Arte – Grécia: O berço e o aprimoramento da Arte Mundial. #03

Grécia e nós. Um pouco além do que já conhecemos.

Não é de hoje, e nem do século passado que tivemos uma educação, baseada nos mitos e descobertas do povo grego. Afinal de contas, muitas coisas foram criadas – de fato – pela civilização grega, mas também outras foram aprimoradas e trazidas para dentro do conceito histórico, social, político e cultural do berço que foi, e ainda continua sendo os antigos pensadores, escultores, filósofos e por ai vai, numa gama gigante de influências e práticas atuais de nossos comportamentos entre nossos iguais.

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Mapa referencial da Grécia Antiga.

O período que trato aqui, varia dentre 3.000 a.C até o século IV a.C. Se tratando de um tempo extenso demais, pegarei alguns apontamentos significativos – ao meu entendimento, para não ser repetitivo naquilo que muitos já devem ter ouvido e conhecido. Mesmo assim, não será difícil para uma pessoa, que não obteve contato com tais referências gregas, pois serei sutil e deixarei algumas referências no final desta postagem.

A civilização grega abarca diversos conceitos e concepções, sobre: a melhor forma de viver em uma Pólis (cidade organizada regira por um poder centralizado), introdução da democracia (poder ao povo, mas não por todos/as ali que viviam. Mulheres, crianças e escravos não tinham participação e voz ativa nas Ágoras – praças públicas onde se discutiam os problemas da Pólis e onde se buscavam soluções para re-organizar o convívio entre todos/as). Neste sentido, a arte também se fez presente, até mesmo pela intenção e problemática que existiam em suas práticas coletivas e sociais.

Assim como o teatro – que surge com os gregos – onde se apresentavam peças teatrais e cânticos que memoravam os mitos e acontecimentos dos antepassados, suas apresentações eram sempre extensas – no tempo – e feitas em megas escalas de produção, atuação e envolvimento das pessoas que iam assistir os espetáculos. Memorando de guerras, batalhas, descobertas, conflitos tudo formavam o teatro da época, com apresentações – muitas vezes empíricas, mas que diziam a respeito daquele povoado.

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Ilustração das máscaras que eram utilizadas nas apresentações teatrais.

A arte grega se baseia, segundo alguns autores e pesquisadores, em apresentar o cunho da Vitória. Ao entrar em guerra com outras civilizações, ao se vencer uma competição esportiva, que também seria uma batalha entre egos, entre fortes e fracos, eram extremamente importantes adentrarem nas produções artísticas dos gregos. A maioria dos trabalhos feitos pelos gregos eram as esculturas, que tinham como intenção representar os Deuses e Deusas da Mitologia Grega, além de mostrar a grandeza e brilhantismo dos detalhes em perfeição das obras construídas. Um marco nestas esculturas, são as presentações e formas bem definidas de bustos e das partes íntimas. Força e bravura, porém inteligentes (Filosofia, História, Direito, Política, Arquitetura, Matemática – este último, com uma ajuda significativa dos povos egípcios dentre as diversas batalhas que antecederam a primal história dos gregos.

Dentre os diversos locais importantes da Grécia Antiga, destaco a cidade de Creta, uma Cidade-Estado rica em construções arquitetônicas e uma pluralidade de produções artísticas. Cidade esta, que tiveram templos para reverenciar os deuses e pensadores antigos. Até hoje é uma cidade bem visitada por turistas e pesquisadores e amantes das artes, no geral.

Motivações naturais – o corpo nu – e a estética – o belo e perfeito – se faziam presentes em todas as produções artísticas. Festas e comemorações importantes dos gregos, eram realizadas teatros improvisados, hoje podemos elucidar como os espetáculos gourmetizados dos Stand Up Comedy espalhados no mundo e no Brasil. mas, além de graça, de alegria e muita diversão  -bebida a rodo – a intenção, nada mais era que representar a importância da vida; mesmo que não pertencesse esse direito em uma civilização democrática, onde se tinham presos/as e escravos/as ao leu, a celebração da vida e da fartura nas conquistas eram essências e motivadoras de diversas manifestações artísticas.

Imagem do Teatro de Delfos - Grécia.

Imagem do Teatro de Delfos – Grécia.

Como acima foi citado, os gregos antigos tiveram um contato muito próximo com outras civilizações… Dentre elas, a egípcia foi uma que obtivemos grandes experiências de trocas culturais, resultando em grandes produções – hoje não mais vistas por conta do tempo e por conta da perda em batalhas, saques e guerras, a forma geométrica nos desenhos – mas com suas especificidades, onde ângulos retos e circulares eram produzidos em pinturas residenciais, de pessoas importantes das sociedades gregas. Os gregos criaram muitos vasos decorativos, onde as representações artísticas contavam narrativas e histórias, através de desenhos, sobre os acontecimentos decorrentes de seu tempo.

Por mais que achamos, e tenhamos a noção de que a Grécia foi o berço das civilizações mundiais, não foi bem assim que as coisas aconteceram de fato. As trocas de informações e conquistas, as batalhas internas e externas culminaram, e muito, para a consolidação do que se constituiu como “verdade mor” de uma localidade rica em história, bem localizada, mas que tiveram suas nuanças dentre os tempos.

Não é a toa que em pleno o século XXI, temos um cenário bem diferente do que foi apresentado acima. Crises econômicas que rodam a Grécia atual, dividas com bancos internacionais, com o FMI, União Européia e por ai vai… Mesmo com todos estes trâmites tal atual conjuntura política e econômica, não podemos esquecer de toda bagagem histórica e sem valor-mercadológico, que os gregos e gregas deixaram para nós, deste seus primórdios até a atualidade. E se existe uma forma de tirar proveito disso tudo, talvez seja através da divulgação e da importância que temos de ter ao se olhar para a História Universal, que contempla uma supremacia, talvez advinda dos Deuses e Deusas, mas que em outra hipótese, adveio da troca de conhecimentos e de culturas, num outro contexto, numa outra época, sem crise, sem capitalismo, sem bancos financeiros, mas que tinha escravidão, exploração e dominação do homem numa sociedade, rica de um lado, e hoje pobre em ações concretas.

Acrópole de Atenas - Grécia.

Acrópole de Atenas – Grécia.

Merda a todos nós, e que possamos caminhar, observar e discutir o que se apresenta, de maneira insólita para adentrarmos num universo que é seu, é meu, é nosso. Ou deveria ser.

*Todas as imagens foram retiradas da internet.

** Referências.
GOMBRICH, E. H. História da Arte, LTC, São Paulo, 2000.
HAUSER, Arnold. História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2000.
NOBLECOURT, Cristiane D. A pintura Grega. Barcelona/São Paulo, Salvat, 1980.

***Vídeo.
Civisizações Perdidas Grécia: http://www.dailymotion.com/video/xtemwi_civilizacoes-perdidas-grecia-um-momento-de-esplendor-discovery-civilization_school

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História da Arte – Egito e Mesopotâmia: Civilizações extremamente importantes para a Humanidade. #02

EGITO – Berço de muita história, e de muita Arte.

Ao se pensar em História, remetemo-nos aos fatos e acontecimentos decorrentes em algum período do passado, em algum local no espaço – território – e uma sutil referência, registro ou matéria, que represente algo para estudarmos e debruçarmos nossas ideias, pensamentos e opiniões a respeito de algo.

Pois bem, com isso em mente, podemos ter a sensação de que: tudo aquilo que foi registrado, deixado como cultural simbólica e visual, teve um olhar e um objetivo por detrás da sua elaboração, afinal de contas, o que temos hoje em dia, senão os aprimoramentos e mudanças – das mais variadas – que foram feitas no passado? Ao estudar arte, pinturas, desenhos e possíveis “escritas” de um passado longínquo ficamos a espera de respostas exatas, e até mesmo necessárias para responder, ou possibilitar encaminhamentos para solucionar, ou minimizar, tais situações do nosso cotidiano.

Com estas palavras, começo hoje falando – não dos gregos (aguardem a próxima postagem aqui no blog) – do Egito, local este tão importante para nossa história, enquanto ainda somos seres humanos, mas também como para a História da Arte, da Arquitetura, da Religiosidade Politeísta, resumindo: um local de grande referência pra nossa humanidade, em todos os aspectos possíveis. Detalhe: o Egito fica no Continente Africano.

Ao se pensar em Egito e tratar de referências artísticas e urbanas, temos a visão de que apenas as famosas Pirâmides do Egito: Quéops, Quefren e Miquerinos, construídas em meados da IV Dinastia Egípcia, cerca de 2.500 a.C.

Ou mesmos as imagens do faraós, desenhos diversos de rostos de perfis, mas com o corpo frontal…

Porém, outros campos acabam sendo esquecidos e até mesmo nem lembrados por estudiosos e pesquisadores, que buscavam explicações das artes, sobre uma óptica europeizada. Os egípcios, vale lembrar esta informação, foram os responsáveis por desenvolverem a técnica do Papiro, material utilizado para registro das escritas e também de desenhos, números, projetos, estratégias e etc. A figura acima nos traz esta noção.

Na Arte Egípcia, usava-se a expressão: Baixo Relevo, que significa: uma estrutura de ação plástica, que utilizava-se a verticalidade para expressas suas grandiosas personalidades nas manifestações artísticas. As pinturas eram feitas, em sua maioria nas pedras, e uma mostra disto é quando visualizamos imagens de pinturas e trabalhos feitos nas tumbas dos faraós. A eternidade e a religiosidade estão sempre presentes na arte egípcia. As mais importantes referências artísticas deixadas pelos egípcios para as futuras civilizações que se formariam posteriormente, esta certamente na questão da Imortalidade e da Frontalidade expressas nos registros historiográficos e, posteriormente, estudados por arqueólogos e pesquisadores em arte antiga.

Importante constatar, que os egípcios tinham horror a espaços vazios. Tudo deveria ser preenchido com tintas, com pinturas, com cores exuberantes, pois a arte era ligada extremamente a questão da religiosidade, pois se tratavam de uma civilização politeísta (acreditam em vários deuses). Mulheres e homens andavam muito enfeitados, cobertos de cores e de ouro – para representar riqueza, poder, sabedoria e respeito. Mas, estas abordagens deve ser lembrada por um olhar, voltado a elite da civilização egípcia. Aos menos favorecidos, tinham como respaldo o mesmo ritual, porém me menos escala.

MESOPOTÂMIA – Entre-Rios.

A Mesopotâmia foi uma região que obteve, para além da comércio e extremo contato com outros povos, por conta dos rios: Tigre e Eufrates, possuía uma arte mais apurada na troca e formava-se suas produções com as matérias primas na região: Limo e Barro. Não se tem muitas coisas produzidas graficamente – por conta das diversas guerras e das devastações e saques que lá tiveram da cultura mesopotâmica. ao que tudo indica, alguns povoados do oriente médio tiveram muito contato e influência na produção artística. Desde os sumérios, assírios (guerreiros), passando pelos babilônicos, a arte dos Hieróglifos (registros em códigos e complicadíssimos de serem descobertos em nossa escrita romana) foram um dos trabalhos de tamanha riqueza deixada para a humanidade. Muita coisa, infelizmente se perdeu, mas outras ainda sobrevivem a tanto tempo de história, e principalmente de espaças batalhas.

Como dito acima, muitas coisas se perderam durante as milhares de batalhas travadas pelas civilizações antigas da Mesopotâmia, mas é interessantes pesquisarmos mais a finco, que muitas coisas – que sobraram deste período – estão distribuídos nos museus da Europa.

Seria isso uma roubo qualificado, a uma civilização e região que foi tão importante –  e continua sendo até os dias atuais – por interesses financeiros? Resposta disto, está quando recorremos ao atual mapa mundi, e buscamos identificar a atual localidade da antiga Mesopotâmia, que nada mais é do que a região do Iraque. Será que temos algumas respostas para esta e tantas outras questões, do tipo: Porque estas obras estão na Europa? Quais considerações os países que possuem tais riquezas, tem a dar a humanidade – ou aos seus interessados/as, como eu, destas riquezas que não possuem valores financeiros, mas sim uma riqueza imensurável para todos e todas nós?

São questões que, talvez, a arte possa explanar em suas manifestações, ações, posturas e ideias. Afinal de contas, estamos aqui para contar a Outra História, e deixar nossos registros para que as futuras gerações tenham algo para se estudar, questionar e aprimorar – para o bem – o convívio coletivo, a existência humana e não humana.

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História da Arte – Pré-História e suas manifestações artísticas. #01

Uma breve noção sobre a Arte pré-Histórica

Quando começamos a andar pelas ruas, avenidas, becos, vielas, espaços minúsculos e outros grandiosos (Avenida Paulista, Vila Madalena, Avenida Brasil RJ…) nos perguntamos sobre algo simples, e complexo: “Quem inventou tudo isso?”

Pois bem, este questionamento, nada mais é do que o princípio do pensamento filosófico, que busca desmembrar as dúvidas da existência e a não-existência de certas coisas expostas ao nossos olhos, ao nosso cotidiano. Se levarmos estes questionamentos no campo das Artes, tais dúvidas, possíveis comparações e anacronismos serão tratados como explicações mais que sucintas e prontas para dar, uma base do que seria algo esplendoroso e essencial para aguçar novos olhares e outros conhecimentos.

A arte, por si só, é algo mais que a matéria (uma pintura, uma escultura, uma intervenção) e mais ainda do que uma manifestação (cultural, social, política, econômica). Arte em si é vida, é transformação, modificação de uma realidade não-dada, mas sim pensada por algumas pessoas, detentoras do poder e da manipulação de ideias e de comportamentos. Sendo a arte, uma ferramenta importante de mudança da realidade, sua contravenção e contra-padrões pré-estabelecidos será seu objetivo, de existência e de subjetividade na terra, no mundo, tanto das ideias quanto nos sonhos.

Ao termos um olhar para o passado, no que se refere ao termo: Pré-História, carregamos uma visão sobre a vida humana, certas vezes, sem importância ou com poucos recursos de estudos sobre este período, e se falarmos sobre a arte o campo vai mais além ainda…

Por se tratar de Pré-História a primeira visão que temos é a ausência de uma escrita e também de registros tangíveis de entendimento sobre o que se fazia, comida, relações entre os seres antigos, ou melhor dizendo: nossos ancestrais. ao que tudo indica, toda a descoberta e a mudança de comportamentos demoraram milênios até descobrirem outras “coisas” a se fazerem, numa época onde não se tinham: regras, imposições, comportamentos, tecnologia digital, telefones celulares, iphones, smarthphones e etc… Os ideais eram outros, bem mais humanos do que propriamente: fora de moda.

Nossos ancestrais possuíam maneiras totalmente diferentes, das nossas, de convivência e de relações. A evolução foi do nomadismo até o sedentarismo, onde o primeiro se resume a mudanças contantes, em busca da sobrevivência e o segundo em uma forma de se alto organizar e usar a terra como território e também como referência de localidade.

A arte, neste quesito, já está intrinsecamente ligada a todas estas manifestações – e mudanças de comportamento que foram mencionadas. A primeira coisa que podemos pensar era: porque produzir registros nas cavernas? Qual era a intenção de deixar ali, nas rochas, desenhos animalescos, formas humanas e não humanas no mesmo espaço?

Los pintores l’ticos empleaban carb—n, manganeso y colores tŽrreos (bisontes, h 15 000 a de C, cueva de Lascaux) C: reprodu‹o Cr—nica de la humanidad pag 15

Los pintores l’ticos empleaban carb—n, manganeso y colores tŽrreos (bisontes, h 15 000 a de C, cueva de Lascaux) C: reprodu‹o Cr—nica de la humanidad pag 15. 

Talvez, estas manifestações quisessem nos informar ou se comunicar com outras pessoas sobre o que aquele espaço significa ou representa para possíveis – e futuros curiosos da história e da arqueologia. Ao que indica, as cavernas não eram locais de moradia. Era bem provável que, as manifestações ali existentes ocorriam por ser um local sagrado, de manifestações humanas (festas, encontros, conversas) e também de celebrações religiosas (rituais, sacrifícios e etc…) Com esta noção, podemo ter uma ampla visão de que: tais espaços eram tão importantes, e isso nos faz refletir a tal magnitude de deixar, registrado nas rochas, desenhos que representassem algum acontecimento importante para os grupos humanos.

A proposta pode ser muito ampla, ter vários outros desdobramentos e questionamentos. No entanto, o estudo da estética – que surgiu posteriormente com os gregos, pode trazer outras visões e des-entendimentos sobre as representações gráficas existentes a mais de 40 mil anos atrás (paleolítico) e alguns de 10 mil a 3 mil anos atrás (neolítico). Após um período extenso – em tempo – de mudanças climáticas e de relações e descobrimentos dos nossos ancestrais, vimos que as artes também ganharam outro caráter visual e ganharam também, uma função social, a tendência à geometrização foi integrada na cerâmica – utensílio que armazenada as colheitas e alimentos, por ser um período que os humanos usavam-se da agricultura para se manter em um local específico.

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Representação de uma cerâmica do Período Neolítico – 10 mil a 3 mil anos atrás. Fonte: http://skat.ihmc.us/rid=1LGKNK96X-THPNC1-1VNF/La%20Prehistoria.cmap

Com estas informações, a constatação que chego é que: “A arte se comunica, interage e se relaciona, com tudo aquilo que acontece e se desenvolve no seu tempo”. Sendo assim, fica claro que na Pré-História, tais ações, que mais tarde ganhariam o nome de arte, se concretizavam para servir a necessidades do seu tempo, a se comunicar com outros grupos humanos e não humanos, de acordo com alguns pesquisadores. A intimidação com o visual e a representação de algum acontecimento, através das imagens, feitas com sangue de animais capturados e mortos em batalhas, misturados a água e a outros minérios da natureza, sustentavam a importância de cada povoado, e de cada situação corriqueira do dia a dia.

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Sobre as paredes que nos rodeiam.

Paredes exercem uma função de zelar por algum espaço. espaço este que se localiza em algum território com diversas sensações, movimentos e histórias. Paredes exercem uma função de divisão, entre o interno e o externo, dependendo de onde estamos, vemos algumas coisas ou não vemos nada. Sim, o nada também é muita coisa, a ausência de movimento permite a criação de outros sentimentos, e, consequentemente, uma diversidades de movimentos…

As paredes estão espalhadas por todas as cidades, municípios, país, universo. Na sua maioria, o concreto ganha notoriedade, porém, existem vários tipos de paredes: de vidro, de reciclagem, de compostagem, de madeira, de milhões e milhões de formas, gestos e significados. E, na sua maioria, tem a mesma intenção: transmitir proteção (protege uma possível ação, seja ela voluntária ou involuntária).

Em meio a tantas ideias e pensamentos, nos encontramos a mercê de aceitar que o espaço deve ser ocupado, seja com intervenções, movimentações, ações em prol da arte, da vida, do convívio mais humano e mais solidário… Só que nem tudo se resume as ações e tão somente de colorir aquilo que esta cinza, ou parar no meio de uma via “avenida” para dançar, ou ficar parado em frente ao ponto de ônibus, como se fosse uma estátua – mas humana – sem plaquinha ou sem cores de ouro e prata, a questão é agir – para além do que já fazemos – é transformar o espaço para ser coletivo, interativo, emotivo, crítico, público, e não privado. Quer algo mais privada que a nossa própria vida, nossa própria via – de ir e vir? Este ponto me interessa, me interroga e me faz pensar. Ser lugar é resignificar o que ele significa, o que transmite e o que ele representa, se isso não acontecer, não tenho a mínima vontade de atacar, de abrilhantar com minhas alucinações pictóricas.

Pode ser meio viajem, mas não. Apresenta-se como algo estranho, e é. E assim sigamos, atropelando algumas regras, formando novos combinados, respeitando a coletividade e inter-agindo de maneira que faça sentido, faça pensamentos, faça divergir ideias e planos. Pois o cotidiano não é tão sincero e honesto assim, mas minhas artes podem ser. Basta se permitir a cair de cabeça naquilo que não é certeza, mas é algo a se pensar para ampliar nossas visões e nossa leitura de mundo.

Não, não são e nunca serão simplesmente paredes separatistas, seletivas e excludentes. Tomara que seja muito além, muito além…

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Uma exposição sobre o DESAPEGO.

Por Vander xCHEx

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Anderson Hope

Não é a toa que as artes, consideradas de RUA ou URBANA vem tomando conta da cena de galerias e museus de arte nos últimos anos aqui no Brasil, e também em outros lugares do mundo.

Sendo assim, é notório perceber que as produções e criações de arteiros e arteiras dos espaços ditos: des-convencionais pela arte culta e erudita, vem se tornando específicas, com linguagens para além do que se vê – ou não – pelas muretas, prédios, avenidas importantes da cidade, ruas, vielas e becos. Porém, a noção de que: “todos nós somos artistas”, torna-se sólida quando visualizamos que a prática e a expressão artística nos acompanha desde a nossa infância, mas que, infelizmente, ela é podada e ao mesmo tempo des-considerada como arte por padrões e pensamentos de adultos no seu contexto social e humano.

Mas o que definir, o que afirmar e, como contra afirmar o que é, e o que não é arte? Talvez esta tarefa esteja intimamente desfalcada do pensamento, de algumas pessoas que produzem algo, no entanto, não deve ser apenas uma observação de acadêmicos e instrutores de arte, afinal a leitura de mundo independe de macetes ou de direcionamentos.

Trabalhos de Anderson Hope

Trabalhos de Anderson Hope

A exposição DESAPEGO (em cartaz durante o mês de outubro na Ação Educativa) do artista plástico e grafiteiro Anderson Hope nos apresenta mais outro olhar sobre tais produções, que saem das ruas com suas técnicas do spray, do escorrido com látex e das manchas que ganham sensações diversas para outra esfera de espaço, de contexto e de sentimento. Hope, como é conhecido, é morador do extremo da zona leste, do bairro da Cidade Tiradentes, fez parte do coletivo 5 Zonas e atualmente trabalha com arte de forma autônoma e colaborativa, além de fazer alguns trabalhos com outro artista da cena: Onesto.

Com simplicidade, estudos e aprofundamento em pesquisas de desenhos e cenários mágicos, seus desenhos ganham forma e valores, sentimentos e mensagens para além da técnica e da observação. Uma viagem sem volta, que remete a nossa infância, onde seres vivos ganham conotações quase humanas, e onde o humano entra em contato como os seres vivos de forma leve e transparente, sem muita firula.

Anderson Hope

Anderson Hope

Tais obras encontram-se no segundo andar da Ação educativa, localizada na zona central da cidade de São Paulo, e assim como o DESAPEGO de seus trabalhos, fica a dica de, ao entrar – deixa-se contaminar por aquilo que ver e sentir, ao invés de pregar certos des-valores ao qualificar ou quantificar tais obras de Arte. Afinal, para ser uma primeira exposição individua, no estilo: Faça Você Mesmo, é de se respeitar e de se orgulhar.

Portanto, fica a dica de mais uma exposição, totalmente gratuita sobre um cara muito firmeza e extremamente dedicado a sua fé, a sua família e a sua arte.

Exposição DESAPEGO – Anderson Hope.
Local: Ação Educativa.
Endereço: Rua General Jardim, 660, São Paulo-SP.

Cartaz da exposição

Cartaz da exposição

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