Arte em ConstruAção

Contextualizar fatos e momentos são atitudes importantes para mantermos nossa memória antenada e ligada. De fato, mudanças tem acontecido na sociedade atual (vale lembrar que estamos em 2017), provocando transformações sociais, políticas, econômicas, ambientais; potencializando alguns pensamentos extremados de todos os lados.

Em 2017, comemoramos o aniversário de 30 anos de Graffiti no Brasil. Seria uma data interessante para algumas pessoas, principalmente pra quem se idnetifica com esta intervenção urbana. No ano de 1987 falecia o artista gráfico Alex Vallauri, conhecido como um dos precursores da arte do Stencil no Brasil. Contudo, algumas pessoas consideram esta data um marco para as intervenções urbanas que surgiram em meados dos anos 70 e 80, onde o país começava a sair – indiretamente – do período político da Ditadura Militar (1964-1988).

No meio de tantas questões pautas nas e pelas ruas das grandes metropolis, tais como: greves, manifestações culturais, artísticas, étnicas, afirmativas, religiosas, sexuais e etc, onde graffitis são apagados, volta e meia temos a discussão sobre o pertencimento dos espaços públicos, a quem esses espaços pertencem e quais as relações esses espaços criam com a cidade. Para que tenhamos um mapa com indicativos destas suposições, se torna essencial um olhar sobre a realidade que estamos vivendo.

De fato, estamos num momento de tensão, e qualquer fagulha em terra com pólvora pode acontecer uma gigantesca explosão, ainda mais quando tratamos de fatos decorrentes da nossa realidade, dentre elas a questão da pixação e do graffiti.

Contudo, acredito que tenhamos que ter mais visões sobre este assunto.  Talvez outras aberturas de diálogos e discussões para que as observações sejam múltiplas, sendo assim diversificadas e diversas. Não podemos ignorar o que já foi feito, mas é importante termos outros e novos olhares para algo que esta próximo de nós.

O cinza não irá apagar nossas histórias, momentos e aventuras. Estes contos estão além de selfies, de vídeos e fotos super produzidas. Merecemos ser respeitadxs mas não queremos, apenas, ser admiradxs como aventureirxs e amantes pelo que fazemos. Cada qual tem sua intenção e motivo para agir, não podemos colocar todas as pessoas numa mesma definição e dizimar todo um “bando” disso ou daquilo. Afinal de contas, aquilo que nos defini esta muito além de tinta “jogada” ou de ideias pixadas nos muros da cidade, somos além disso, temos outras prioridade e somos extremamente plurais e essas vozes precisam ser escutadas, registradas e publicadas para além do meio acadêmico e pictórico, e isso vamos fazer, na verdade isso já esta sendo feito a muito tempo.

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